Taxa de desemprego fica em 12,6% no trimestre

09:20:14 - 30/11/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 11/30/21 - A taxa de desocupação (12,6%) do trimestre móvel de julho a setembro de 2021 mostrou recuo de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de abril a junho de 2021 (14,2%) e de 2,2 p.p. frente ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,9%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada (13,5 milhões de pessoas) diminuiu 9,3% (menos 1,4 milhão de pessoas) frente ao trimestre terminado em junho (14,8 milhões de pessoas) e 7,8% (menos 1,1 milhão de pessoas) ante ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados).

A população ocupada (93,0 milhões de pessoas) cresceu 4,0% (3,6 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,4% (9,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre móvel de 2020.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,1%, subiu 2,0 p.p frente ao trimestre de abril a junho de 2021 (52,1%) e de 5,1 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano anterior (49,0%).

A taxa composta de subutilização (26,5%) caiu 2,0 p.p. em relação ao trimestre de abril a junho de 2021 (28,5%) e 3,9 p.p. ante ao mesmo trimestre de 2020 (30,4%).

A população subutilizada (30,7 milhões de pessoas) diminuiu 5,7% (menos 1,9 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior (32,6 milhões de pessoas) e 8,9 p.p. (menos 3,0 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2020 (33,7 milhões de pessoas subutilizadas).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,8 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior (7,7 milhões de pessoas) e crescimento em relação ao ano anterior (6,3 milhões de pessoas).

A população fora da força de trabalho (65,5 milhões de pessoas) recuou 2,7% (menos 1,8 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e caiu 9,4% no ano (menos 6,8 milhões de pessoas).

A população desalentada (5,1 milhões de pessoas) teve redução de 6,5% (menos 360 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 12,4% frente a igual período de 2020 (5,9 milhões de pessoas).

O percentual de desalentados na força de trabalho (4,6%) variou -0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,0%) e -1,0 p.p. na comparação com igual trimestre de 2020 (5,6%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,5 milhões de pessoas, subindo 4,4% (mais 1,4 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e 8,6% (mais 2,7 milhões de pessoas) frente a 2020.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (11,7 milhões de pessoas) apresentou elevação de 10,2% (1,1 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior e de 23,1% (2,2 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2020.

O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) cresceu 3,3% (817 mil pessoas) na comparação mensal e 18,4% (4,0 milhões de pessoas) na comparação anual.

O número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões de pessoas) aumentou 9,2% no confronto com o trimestre de abril a junho e 21,3% frente a igual período de 2020.

A taxa de informalidade foi de 40,6% da população ocupada, ou 38 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,0% e, no mesmo trimestre de 2020, 38,0%.

O rendimento real habitual (R$ 2.459) caiu 4,0% frente ao trimestre anterior e recuou 11,1% relação a igual trimestre de 2020. A massa de rendimento real habitual (R$ 223,5 bilhões) ficou estável em ambas as comparações.

No trimestre móvel de julho a setembro de 2021, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 106,4 milhões de pessoas cresceu 2,1% (2,2 milhões pessoas) frente ao trimestre de abril a junho de 2021 e 8,6% (8,4 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Os grupamentos de atividades em alta frente ao trimestre móvel anterior, foram: Indústria Geral (6,3%, ou mais 721 mil pessoas), Construção (7,3%, ou mais 489 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,5%, ou mais 1,2 milhão de pessoas), Alojamento e alimentação (11,0%, ou mais 486 mil pessoas) e Serviços domésticos (8,9%, ou mais 444 mil pessoas).

Ante o mesmo trimestre móvel de 2020, houve aumento nos grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (9,7%, ou mais 803 mil pessoas), Indústria Geral (10,7%, ou mais 1,2 milhão de pessoas), Construção (20,1%, ou mais 1,2 milhão de pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (13,4%, ou mais 2,1 milhões de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (12,6%, ou mais 537 mil pessoas), Alojamento e alimentação (26,5%, ou mais 1,0 milhão de pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (10,4%, ou mais 1,0 milhão de pessoas), Outros serviços (8,7%, ou mais 351 mil pessoas) e Serviços domésticos (21,3%, ou mais 952 mil pessoas).

Nenhum dos grupamentos de atividades teve crescimento no rendimento médio real habitual, frente ao trimestre anterior, mas as reduções foram em: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,6%, ou menos R$ 53) Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,7%, ou menos R$ 218) e Serviços domésticos (3,1%, ou menos R$ 30).

Frente ao trimestre de julho a setembro de 2020 também não houve crescimento em qualquer categoria. Mas houve redução de rendimento em: Indústria (14,7%, ou menos R$ 428), Construção (7,3%, ou menos R$ 146), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (12,3%, ou menos R$ 271), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (9,6%, ou menos R$ 376), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (9,8%, ou menos R$ 393), Outros serviços (6,2%, ou menos R$ 120) e Serviços domésticos (7,6%, ou menos R$ 76).

Com relação ao rendimento quanto às posições de ocupação não houve crescimento em nenhuma categoria frente ao trimestre anterior. Empregado com carteira de trabalho assinada caiu 3,0% (menos R$ 73); Trabalhador doméstico, 3,1% (menos R$ 30), e Empregado no setor público, 5,5% (menos R$ 225).
As categorias de Empregador e Conta própria não apresentaram variações significativas. Já em relação a igual período de 2020, houve queda em todas as posições.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (7,8 milhões) mostrou estabilidade ante o trimestre anterior (7,7 milhões de pessoas) e alta de 23,9% na comparação anual (6,3 milhões de pessoas).

Regiões

Frente ao trimestre anterior, a taxa de desocupação recuou em 20 das 27 unidades da Federação. As maiores taxas foram em Pernambuco (19,3%), Bahia (18,7%), Amapá (17,5%), Alagoas (17,1%) e Sergipe (17,0%) e as menores, em Santa Catarina (5,3%), Mato Grosso (6,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Rondônia (7,8%) e Paraná (8,0%).

A taxa de desocupação foi de 10,1% para os homens e 15,9% para as mulheres, e ficou abaixo da média para brancos (10,3%) e acima desta para pretos (15,8%) e pardos (14,2%). A taxa para pessoas com nível superior incompleto (14,3%) foi mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (6,3%).
(MR - Agência Enfoque)

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