Setor público apresenta superávit primário de R$ 35,4 bilhões

09:48:36 - 30/11/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 11/30/21 - O Banco Central (BC) divulgou que o setor público consolidado registrou superávit primário de R$35,4 bilhões em outubro, ante superávit de R$3,0 bilhões em outubro de 2020. O Governo Central e os governos regionais registraram, na ordem, superávits de R$29,0 bilhões e R$6,6 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$264 milhões. No acumulado no ano, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$49,6 bilhões, ante déficit de R$633,0 bilhões no mesmo período de 2020. Nos últimos doze meses, o déficit primário do setor público consolidado atingiu R$20,4 bilhões (0,24% do PIB), reduzindo-se 0,39 p.p. em relação ao déficit acumulado no mês anterior.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$60,4 bilhões no mês, comparativamente a R$33,9 bilhões em outubro de 2020. Essa elevação foi influenciada pelos aumentos do IPCA e da taxa Selic no período, e pelo resultado mais desfavorável das operações de swap cambial (perdas de R$7,0 bilhões em outubro de 2020 e de R$12,9 bilhões em outubro de 2021). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$378,3 bilhões (4,48% do PIB), ante R$349,2 bilhões (4,73% do PIB) nos doze meses terminados em outubro de 2020.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$25,0 bilhões em outubro de 2021. No acumulado dos últimos doze meses, o déficit nominal alcançou R$398,7 bilhões (4,72% do PIB), reduzindo-se em relação ao acumulado até setembro, R$404,6 bilhões (4,84% do PIB).

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP atingiu 57,6% do PIB (R$4,9 trilhões) em outubro, reduzindo-se 1,0 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, em especial, os impactos da desvalorização cambial de 3,74% no mês (redução de 0,6 p.p.), do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 p.p.), do superávit primário (redução de 0,4 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,7 p.p.). No ano, a relação DLSP/PIB reduziu-se 5,1 p.p., evolução decorrente sobretudo dos efeitos do crescimento do PIB nominal (redução de 7,5 p.p.), da desvalorização cambial acumulada de 8,6% (redução de 1,4 p.p.), do superávit primário (redução de 0,6 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 4,2 p.p.) e da variação da paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (aumento de 0,4 p.p.).

A DBGG - que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais - atingiu 82,9% do PIB (R$7,0 trilhões) em outubro, permanecendo estável como percentual do PIB. Essa evolução decorreu basicamente da incorporação de juros nominais (aumento de 0,6 p.p.), do efeito da desvalorização cambial no mês (aumento de 0,2 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.). No acumulado do ano, a redução de 5,9 p.p. na relação DBGG/PIB decorreu do crescimento do PIB nominal (redução de 10,6 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,4 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 4,6 p.p.) e da desvalorização cambial (aumento de 0,5 p.p.).
(MR - Agência Enfoque)

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