Movimento do comércio apresenta leve alta

14:04:14 - 21/09/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 9/21/21 - O indicador antecedente de Movimento do Comércio, da Boa Vista, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo Brasil, apontou elevação de 0,2% na comparação mensal dos dados dessazonalizados entre os meses de agosto e julho. Mais do que este leve aumento, o indicador mostrou uma redução no ritmo de crescimento com base na comparação interanual, que foi de 1,3% entre os meses de agosto de 2021 e agosto de 2020. Três meses antes, de maio a julho, o indicador havia apresentado altas de 19,5%, 8,6% e 3,9%, respectivamente, na mesma base de comparação. Diante disso, os resultados acumulados, no ano e em 12 meses, pouco mudaram em relação à aferição anterior. No ano, o indicador aponta crescimento de 1,9% até agosto, ante 2,1% em julho, ao passo que, na variação acumulada em 12 meses, ele aponta queda de 0,9%.

O resultado veio em linha com aquilo que já era esperado, uma vez que no período a confiança, tanto do consumidor quanto do comerciante, fraquejou. Além disso, os resultados observados na Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, sugerem que o setor ainda está ganhando corpo após as fortes quedas registradas no ano passado, ou seja, a concorrência entre ambos deve ser maior nos próximos meses.

O consumidor que não optar pelo crédito para alavancar seu consumo de bens e serviços, provavelmente terá de escolher entre um e outro dado que a renda já está muito comprometida em relação ao ano passado. Caso contrário, o aumento esperado no custo do crédito também pode refletir numa redução do consumo. Vale ressaltar que a inflação deve tornar essas escolhas ainda mais difíceis.

De todo modo, não são poucos os argumentos que apontam para uma acomodação no varejo, confiança em queda, concorrência, renda comprometida, inflação e juros mais elevados. Todos eles, por sinal, reforçam a necessidade de maiores cuidados em relação ao orçamento, algo que ganha ainda mais importância uma vez que o mercado de trabalho, por ora, não reagiu de forma significativa frente aos avanços até aqui observados no combate à pandemia, com aumento da população imunizada e redução das restrições.
(MR - Agência Enfoque)

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