Neoenergia registra lucro de R$ 1.002 mi no 2T21

09:00:38 - 21/07/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 7/21/21 - O Grupo Neoenergia encerrou o segundo trimestre de 2021 com Margem Bruta de R$ 3.210 milhões, +58% vs. 2T20, impulsionada pelos efeitos dos Reajustes Tarifários de 2021 de Coelba e Cosern (8,98% e 8,96% respectivamente), da Revisão Tarifária de Celpe (8,99%), Reajustes Tarifários de 2020 da Elektro aumento do mercado, pelo maior VNR (+R$ 395 milhões vs. 2T20); pela aplicação do IFRS15 na transmissão de R$ 260 milhões (+R$ 140 milhões vs. 2T20) em razão do maior Capex melhor resultado nos negócios Eólicos, em Termopernambuco por maior geração e melhor margem na Comercializadora. Além da consolidação de Neoenergia Distribuição Brasília de R$109 milhões no trimestre.

As despesas operacionais somaram R$ 869 milhões no 2T21 (+22% vs. 2T20). Desconsiderando os R$ 81milhões referentes à Neoenergia Distribuição Brasília neste trimestre, as despesas somaram R$ 788 milhões (+11% vs. 2T20). Este aumento se deve à paralisação de atividades de corte no 2T20 por proibição da Aneel ou dificuldades impostas pela pandemia à época, ao passo que em 2021 as ações estão normalizadas.

A PECLD foi de R$ 33 milhões no 2T21, melhora de R$ 176 milhões em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Desconsiderando os R$ 59 milhões positivos da Neoenergia Distribuição Brasília, a PECLD seria de R$92 milhões, R$117milhões melhor que do 2T20, confirmando o retorno aos patamares pré-pandemia. No 6M21, a PECLD foi de R$ 146 milhões, menor em R$ 171 milhões vs. 6M20 e desconsiderando Neoenergia Distribuição Brasília foi de R$ 201 milhões, melhor em R$ 116 milhões vs. 6M20, demonstrando o retorno dos patamares pré-pandemia e o sucesso das ações de cobrança.

A equivalência patrimonial no trimestre foi de -R$ 8 milhões, melhora de R$ 3 milhões vs. 2T20 explicada pela sazonalidade de Belo Monte. No semestre, a equivalência patrimonial foi de +R$ 2 milhões, impactada pelo efeito não recorrente da repactuação do GSF de Teles Pires no 1T21(+R$ 6 milhões).

Como resultado dos efeitos apresentados, o EBITDA foi de R$ 2.300 milhões no 2T21 (+108% vs. 2T20) e de R$ 4.584 milhões no 6M21(+74% vs. 6M20), confirmando a retomada do mercado, a manutenção da eficiência e disciplina de custos, os bons patamares de arrecadação, bem como o avanço na
construção dos projetos de transmissão.

O Resultado Financeiro foi de -R$ 426 milhões no 2T21, pior em R$ 257 milhões vs. 2T20. Já no 6M21 foi de -R$ 808 milhões, pior em R$ 325 milhões vs. 6M20. Esse aumento é explicado, principalmente, pela maior despesa com encargos de dívida, em razão do aumento de 28% no saldo médio da dívida vs. 2T20 devido às captações direcionadas para Capex de novos projetos de transmissão e eólicas, além das Distribuidoras (incluindo R$ 2,5 bilhões para o funding da CEB-D).

Por fim, o lucro líquido encerrou o trimestre em R$ 1.002 milhões (+137% vs. 2T20) e o semestre em R$ 2.009 milhões (+101% vs. 6M20).
(MR - Agência Enfoque)

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