Balança comercial apresenta superávit de US$ 0,81 bilhões

15:30:30 - 17/01/2022 -

SÃO PAULO, 1/17/22 - A balança comercial registrou superávit de US$ 0,81 bilhões na segunda semana de janeiro e a corrente de comércio aumentou 26,6%, alcançando US$ 19,07 bilhões, segundo dados do Ministério da Economia. Até a 2º Semana de Janeiro/2022, comparado a Janeiro/2021, as exportações cresceram 33,0% e somaram US$ 9,94 bilhões. As importações cresceram 20,4% e totalizaram US$ 9,13 bilhões.

Exportações

Até a 2º Semana de Janeiro/2022, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 96,6% em Agropecuária, que somou US$ 1,59 bilhões; queda de -3,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,28 bilhões e, por fim, crescimento de 41,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,01 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado (40%), Soja (5.302,5%) e Algodão em bruto (9,9%) na Agropecuária; Minérios de alumínio e seus concentrados (92,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (69,3%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (53,6%), Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (58,5%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (117,7%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Mel natural (-51%), Mate, extrato, essência e concentrado (-21,2%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-98,1%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-40,1%), Minérios de cobre e seus concentrados (-59,5%) e Minérios de níquel e seus concentrados (-100%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-29,4%), Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-26,9%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-56,6%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 2º Semana de Janeiro/2022, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -22,0% em Agropecuária, que somou US$ 0,16 bilhões; crescimento de 218,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,87 bilhões e, por fim, crescimento de 13,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,83 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (181,1%), Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (48,3%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (78%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base (254,9%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (410,6%) e Gás natural, liquefeito ou não (399,6%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (64,1%), Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (72,8%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (40,5%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-24%), Milho não moído, exceto milho doce (-49,9%) e Soja (-90,6%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-38,2%), Minérios de cobre e seus concentrados (-81,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-67,2%) na Indústria Extrativa ; Prata, platina e outros metais do grupo da platina (-95,4%), Geradores elétricos giratórios e suas partes (-41%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-97,8%) na Indústria de Transformação.
(MR - Agência Enfoque)

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