COMÉRCIO: Frente a abril de 2025, cinco atividades do varejo cresceram

09:16:47 - 16/06/2026 -

SÃO PAULO, 6/16/26 - Na comparação entre abril de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, houve expansão em volume de cinco atividades, enquanto duas ficaram no campo negativo e uma apresentou estabilidade: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), Móveis e eletrodomésticos (2,6%), Combustíveis e lubrificantes (1,6%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,0%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou alta de 6,5% nas vendas frente a abril de 2025, após crescimento de 22,5% em março, atingindo oito meses consecutivos de resultados no campo positivo. Na margem, série dessazonalizada, a atividade caiu 4,5% na passagem de março para abril após alta de 5,2% no mês anterior. No ano, a atividade acumula alta de 8,8% e nos últimos 12 meses, há ganhos de 7,7%

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou alta de 4,5% na comparação com abril de 2025, trigésimo oitavo mês consecutivo no campo positivo (o último mês a registrar queda no indicador interanual foi fevereiro de 2023: -0,5%). Ainda em relação a abril de 2025, a atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 0,4 p.p. ao total de 1,0%. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, observou-se variação negativa de 0,1%. O resultado acumulado mostra ganhos de 4,8% no ano em relação ao mesmo período de 2025. Em 12 meses, a taxa mostra alta de 5,0%.

O agrupamento de Móveis e eletrodomésticos teve variação interanual de 2,6% em abril de 2026, sucedendo alta de 6,2% no mês anterior. Para este indicador, o setor vem experienciando resultados positivos consecutivos desde julho de 2025 (3,2%), com exceção de fevereiro (-1,9%). Na margem, o segmento caiu 0,8% entre março e abril. Considerando o período acumulado, a atividade registra alta de 3,3% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra alta de 4,3%.

No segmento de Combustíveis e lubrificantes, as vendas ficaram 1,6% acima do patamar de abril de 2025, ante alta de 7,8% em março nesta mesma comparação. Em relação a março deste ano, a série com ajuste sazonal caiu 6,2%. No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 2,3%. No acumulado em 12 meses, o resultado também indica alta, de 1,1%.

O setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 0,9% no volume de vendas frente a abril de 2025, sexto resultado consecutivo no campo positivo. Na comparação com abril de 2025, a atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 1,0%. Na leitura do mês contra o mês imediatamente anterior, dessazonalizada, a atividade cresceu 1,3% na passagem de março para abril. No acumulado do ano, a atividade tem ganhos de 1,6% até abril e, nos últimos 12 meses, acumula alta de 0,6%.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria registrou estabilidade de 0,0% na comparação com abril de 2025, depois de alta de 9,2% em março. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi positivo em 1,1%. O resultado acumulado aponta queda de 0,7% no ano; em 12 meses, a taxa mostra variação de 0,4%.

O agrupamento de Tecidos, vestuário e calçados teve variação interanual de -2,5% em abril de 2026, sucedendo alta de 2,9% no mês anterior. Na margem, o segmento caiu 0,1% entre março e abril. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,1 p.p. na composição da taxa global de 1,0%. Considerando o período acumulado, a atividade registra queda de 1,0% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra variação negativa de 0,2%.

No segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, brinquedos, artigos esportivos, entre outros, as vendas ficaram 3,0% abaixo do patamar de abril de 2025, ante alta de 11,1% em março. A atividade teve a maior contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,3 p.p. na composição da taxa global de 1,0%. Em relação a março, a série com ajuste sazonal apontou queda em abril de 4,6%. No acumulado do ano, o saldo mostra alta de 1,3%. No acumulado em 12 meses, o resultado também indica alta: 1,7%.

A leitura positiva também apareceu no varejo ampliado, com dois setores com taxas no campo positivo, Veículos e motos, partes e peças (2,6%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,0%) e uma estabilidade, Material de construção (0,0%).

O setor de Veículos e motos, partes e peças apresentou alta de 2,6% nas vendas frente a abril de 2025, após crescer 12,5% em março. A atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado na comparação interanual, somando 0,5 p.p. ao total de 1,4%. Na leitura da margem, dessazonalizada, a atividade caiu 0,7% na passagem de março para abril. No acumulado do ano, a atividade acumula ganhos de 1,0% e, nos últimos 12 meses, perdas de 3,1%.

A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 2,0% na comparação com abril de 2025, depois de crescer 8,7% em março. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 0,3 p.p. ao total de 1,4%. O resultado acumulado aponta alta de 3,1% no ano; em 12 meses, a taxa mostra ganhos 0,5%.

O agrupamento de Material de construção teve variação interanual de 0,0% (estabilidade) em abril de 2026, sucedendo alta de 8,1% no mês anterior. Na margem, o segmento caiu 3,6% entre março e abril. Considerando o período acumulado, a atividade registra queda de 0,7% no ano, enquanto nos últimos 12 meses mostra queda de 1,5%.
(Redação - Agência Enfoque)

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