Setor de serviços em SP fatura R$ 47,4 bi

10:39:29 - 15/10/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 10/15/21 - Em julho, o faturamento real do setor de serviços na capital paulista atingiu R$ 47,4 bilhões - o melhor resultado da série para o mês. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços na Cidade de São Paulo (PCSS), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em relação ao mesmo período de 2020, o indicador avançou 18,8%, o que significa um valor superior nas receitas do setor da ordem de R$ 7,5 bilhões.

No ano, as vendas subiram 20,6%. É a oitava alta consecutiva, representando um ganho R$ 51,6 bilhões superior ao apurado no mesmo período do ano passado. Já no acumulado em 12 meses, a alta é de 13,1%. Em julho, todas as atividades que compõem o indicador registraram aumento de faturamento exceto o grupo das empresas contidas no Simples Nacional (-3,7%): agenciamento, corretagem e intermediação (20,6%); jurídicos, econômicos e técnico-administrativos (22%); técnico-científico (46,3%); e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (129%) foram as que obtiveram os resultados mais expressivos.

O turismo apontou ganhos superiores aos de julho de 2020 (R$195 milhões). É importante reforçar, no entanto, que o destaque do setor se dá em razão da base de comparação fragilizada do ano passado. No acumulado em 12 meses e no ano, há quedas de 50,1% e 30%, respectivamente. Em termos monetários, no acumulado no ano, a perda do setor em relação a 2020 chega a R$ 840 milhões.

Apesar das incertezas ainda presentes no cenário socioeconômico, a melhora do cenário de pandemia tem permitido aumento nas receitas das empresas, melhorando as expectativas e abrindo espaço para novos investimentos e reestruturação dos setores. Entretanto, os riscos para uma retomada sustentável ainda persistem.

Na avaliação da Federação, a recuperação continuará sendo gradual, baseada na continuidade da imunização da população e em melhores resultados da economia, principalmente de variáveis como renda e emprego. Para os empresários do setor de serviços, a orientação é reavaliar riscos, ajustar o cronograma de pagamentos e recebimentos e evitar contrair dívidas, mantendo, assim, o orçamento sob controle.
(MR - Agência Enfoque)

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