SERVIÇOS: Volume dos Serviços varia 0,1% em fevereiro
SÃO PAULO, 4/14/26 - Em fevereiro de 2026, o volume de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,1% frente a janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, o setor de serviços está 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e iguala, em fevereiro de 2026, o topo da série histórica, previamente alcançado em novembro de 2025. Frente a fevereiro de 2025, o volume de serviços cresceu 0,5%, seu 23º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos dois primeiros meses do ano foi de 1,9%. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,7%, reduzindo o ritmo de expansão frente a janeiro (3,0%).
A alta do volume de serviços (0,1%), na passagem de janeiro para fevereiro de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os serviços de informação e comunicação (1,1%) e para os transportes (0,6%), com o primeiro acumulando um ganho de 5,0% nos últimos três meses; e o último avançando 0,9% frente a dezembro de 2025. A outra expansão do mês ficou com os serviços prestados às famílias (1,4%), que se recuperou da perda de 0,5% registrada em janeiro e assinalou a taxa mais intensa desde março de 2025 (1,8%). Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) registraram a terceira taxa negativa seguida, período em que acumulou uma perda de -0,7%. Também no campo negativo, os outros serviços (-0,4%) devolveram parte do ganho observado no mês anterior (3,6%).
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em fevereiro de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, apenas duas das cinco atividades mostraram comportamento positivo, com destaque para informação e comunicação (1,6%), seguido pelos serviços prestados às famílias (0,5%). Em sentido oposto, transportes (-0,7%); outros serviços (-0,4%); e os profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) mostraram os recuos neste tipo de indicador.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços apontou expansão de 0,5% em fevereiro de 2026, vigésimo terceiro resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 44,6% dos 166 tipos de serviços investigados.
Entre os setores, o de informação e comunicação (4,9%) exerceu o principal impacto positivo nessa comparação, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda. Os demais avanços vieram dos serviços prestados às famílias (4,2%) e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de restaurantes; e hotéis, no primeiro ramo; e de intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; agenciamento de espaços de publicidade; serviços de reservas relacionados a hospedagens; e atividades jurídicas, no último. Em sentido oposto, o principal impacto negativo veio dos transportes (-2,8%), seguido pelos outros serviços (-2,8%), pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda de transporte aéreo de passageiros; logística de carga; e gestão de portos e terminais, no primeiro ramo; e de atividades auxiliares dos serviços financeiros; corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde, no último.
No índice acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços apresentou expansão de 1,9%, com três das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em 45,2% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (5,6%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda.
Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos serviços prestados às famílias (3,0%), explicados, sobretudo, pelo aumento na receita das empresas que atuam com agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; atividades jurídicas; serviços de reservas relacionados a hospedagem; e locação de mão de obra temporária, no primeiro setor; e produção e promoção de eventos esportivos; serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; restaurantes; e hotéis, no último. Em sentido oposto, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,0%) e os outros serviços (-0,4%), exerceram as influências negativas neste tipo de comparação, pressionados, em grande parte, pela menor receita vinda de logística do transporte de carga; gestão de portos e terminais; atividades de correio; e navegação de apoio marítimo e portuário, no primeiro ramo; e atividades auxiliares dos serviços financeiros; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; administração de condomínios e de shopping centers; e recuperação de materiais metálicos, no último.
(Redação - Agência Enfoque)




