COMÉRCIO: Varejo tem crescimento em todas as 8 atividades em março
SÃO PAULO, 5/13/26 - Na comparação entre março de 2026 e o mesmo mês do ano passado, houve expansão em volume de todas as atividades pesquisadas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (22,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria (10,2%), Combustíveis e lubrificantes (7,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%), Móveis e eletrodomésticos (6,8%), Tecidos, vestuário e calçados (2,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). A alta generalizada também se aplica ao comércio varejista ampliado: Veículos e motos, partes e peças (12,6%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,7%) e Material de construção (8,1%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O agrupamento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou alta de 22,5% nas vendas frente a março de 2025, após variar 0,2% em fevereiro. O setor registrou a maior alta dentre os oito pesquisados. O resultado interanual de março do setor é o segundo mais alto desde o segundo semestre de 2021, sendo superado apenas por dezembro de 2025 (31,1% em dezembro de 2025). Com isso, no ano o acumulado passa de 3,0% até fevereiro para 9,6% até março. Nos últimos doze meses há também aumento na intensidade de crescimento, passando de 4,7% até fevereiro para 6,7% até março de 2026.
Em Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc., o indicador interanual registrou alta de 11,1% em março de 2026, invertendo resultado negativo de fevereiro (-4,9%). O setor foi o que mais contribuiu, juntamente com combustíveis e lubrificantes, para o resultado global, somando 0,9 p.p. ao total de 4,0% do varejo. A atividade também mostra inversão de ritmo em relação ao acumulado no ano, passando de -1,4% até fevereiro para 2,8% no mês de referência. No acumulado nos últimos doze meses houve aceleração, passando de 1,4% até fevereiro para 2,8% até março.
O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria registrou crescimento, em março de 2026, de 10,2% nas vendas frente a março de 2025, primeira alta desde novembro de 2025 (6,0%) e a mais intensa desde janeiro de 2023 (18,3%). No ano, o setor acumula perdas de 0,7% até março, de menor amplitude que até fevereiro (-3,7%). No indicador dos últimos doze meses, com a entrada do mês de março, o setor passa a registrar ganhos, indo de -1,1% até fevereiro de 2026 para +0,2% até março.
O setor de Combustíveis e lubrificantes cresceu 7,6% no volume das vendas frente a março de 2025, primeiro resultado positivo depois de dois meses de com variações no campo negativo (-0,2% tanto em janeiro quanto em fevereiro). A atividade foi responsável por 0,9 p.p. do total de 4,0% do comércio varejista, sendo a maior contribuição, juntamente com Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Em relação ao acumulado no ano, ao passar de -0,2% até fevereiro para 2,5% no mês de referência, a atividade mostra inversão no ritmo de crescimento. Nos últimos doze meses o resultado é de ganhos: 0,3% até fevereiro e 0,8% até março.
A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou aumento de 7,1% nas vendas frente a março de 2025. Ao todo, são 37 meses consecutivos registrando crescimento: a última vez que houve queda para o setor foi em fevereiro de 2023 (-0,5%). O aumento contribuiu em +0,7 p.p. para o total de 4,0% do varejo, terceira maior influência no campo positivo para o mês de março. Com isso, o setor acumula no ano, até março, 4,8% sob o mesmo período de 2025. Nos últimos doze meses, o acúmulo é também de 4,8% até março, somando 114 meses consecutivos de resultados positivos para este indicador.
O setor de Móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 6,8% nas vendas frente a março de 2025, invertendo resultado de fevereiro (-1,4%) e retomando trajetória positiva experienciada pelo setor de julho de 2025 a janeiro de 2026. Em relação ao acumulado no ano, o resultado do primeiro trimestre foi de 3,9%, aumentando o ritmo de ganhos em relação a fevereiro (2,5%). Nos últimos doze meses, os ganhos até março (4,2%) se assemelham aos de fevereiro (3,9%).
A atividade de Tecidos, vestuário e calçados apresentou alta de 2,9% nas vendas frente a março de 2025, primeiro crescimento após queda de 5,8% em fevereiro. No trimestre, o setor acumula perdas de 0,4% até março, menor amplitude que até fevereiro (-2,1%). Em doze meses o cenário é de ganhos: 0,4% até fevereiro e 0,5% até março.
Pelo quarto mês consecutivo, o setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresenta crescimento na comparação interanual, registrando 0,9% de alta entre março de 2026 e março de 2025. No ano, o acúmulo é positivo em 1,8% até março e com trajetória de queda ao longo dos três primeiros meses de 2026: 2,7% até janeiro e 2,3% até fevereiro. Nos últimos doze meses, o valor também é positivo até março (1,1%) mas com movimento de aceleração de ganhos ao longo dos últimos três meses: 0,8% em janeiro 2025 e 0,9% em fevereiro.
Em termos do varejo ampliado, a atividade de Veículos e motos, partes e peças apresentou resultado no campo positivo (12,6%) na comparação de março de 2026 com março de 2025, primeira alta após uma sequência de dois meses de queda. O setor foi o que mais contribuiu (2,3 p.p.) para o total (6,5%) das onze atividades. No indicador acumulado do ano, o setor mostra resultado positivo em março (0,5%) pela primeira vez desde maio de 2025 (1,8%). Nos últimos doze meses, no entanto, a atividade acumula perdas de 3,9% até março.
A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta em março de 2026 (8,7%) após queda em fevereiro (-1,0%). Tal resultado posiciona o setor como a segunda maior contribuição para o varejo ampliado: 1,2 p.p. do total de 6,5%. No ano de 2026 até março, a atividade acumula ganhos (3,4%), seguindo trajetória positiva pelo terceiro mês consecutivo. Nos últimos doze meses o cenário é de estabilidade: 0,1% até março de 2026.
Ainda no âmbito do varejo ampliado, o resultado de 8,1% entre março de 2025 e março de 2026 para Material de construção foi o primeiro positivo, após dois meses de queda (-2,6% em janeiro e -8,4% em fevereiro). Tanto no acumulado do ano quanto nos últimos doze meses, o resultado, até março, é negativo: -1,0% no ano e -1,8% nos últimos doze meses.
(Redação - Agência Enfoque)




