ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 4,195 bi na 2ª semana

17:07:37 - 13/04/2026 -

SÃO PAULO, 4/13/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 4,195 bilhões na segunda semana de abril. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (13/04), o valor foi alcançado com exportações de US$ 10,070 bilhões e importações de US$ 5,875 bilhões.

No acumulado do ano até a segunda semana de abril, em comparação o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 8,5% e somaram US$ 97,217 bilhões. As importações cresceram 1,5% e totalizaram US$ 76,294 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 20,922 bilhões, com crescimento de 44,3%, e a corrente de comércio registrou aumento de 5,3%, atingindo US$ 173,51 bilhões.

Exportações

Até a segunda semana de Abril, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 29,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,59 bilhões; crescimento de 83,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,52 bilhões e, por fim, crescimento de 29,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,69 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce (330,9%), Soja (31,5%) e Algodão em bruto ( 51,1%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 15,9%), Minérios de cobre e seus concentrados (231,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (101,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (39,0%), Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes (964,1%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 98,6%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Arroz com casca, paddy ou em bruto (-99,7%), Café não torrado ( -2,1%) e Madeira em bruto (-19,0%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-54,6%), Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-43,7%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-38,2%), Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-45,2%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-56,4%) na Indústria de Transformação.

Importações

O desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -33,4% em Agropecuária, que somou US$ 0,13 bilhões; queda de -9,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,35 bilhões e, por fim, crescimento de 6,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,62 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (13,7%), Soja (189,5%) e Outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça ( 50,8%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( 8,8%), Linhita e turfa (338,8%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 10,6%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 47,3%), Outros medicamentos, incluindo veterinários (32,8%) e Veículos automóveis de passageiros ( 68,1%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-33,4%), Cevada, não moída (-99,0%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-22,6%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-60,9%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-68,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-70,7%) na Indústria Extrativa ; Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (-18,2%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-77,0%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-42,0%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)

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