SERVIÇOS: Volume dos Serviços varia 0,3% em janeiro
SÃO PAULO, 3/13/26 - Em janeiro de 2026, o volume de serviços no Brasil teve variação positiva de 0,3% frente a dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta sexta-feira (13/03) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, o setor de serviços está 20,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e iguala o recorde da série histórica, alcançado em outubro e, novamente, em novembro de 2025. Frente a janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, seu 22º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos últimos doze meses foi a 3,0%, ligeiramente acima de dezembro de 2025 (2,9%).
A alta do volume de serviços (0,3%), de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para outros serviços (3,7%), que recuperaram parte da perda de dezembro (-4,2%). Os demais avanços vieram de informação e comunicação (1,0%) e de transportes (0,4%), com o primeiro acumulando 3,6% nos últimos dois meses; e o segundo recuperando parte da perda de 4,1% verificada de novembro a dezembro de 2025. A única taxa negativa do mês veio dos serviços prestados às famílias (-1,2%), eliminando o ganho acumulando entre outubro e dezembro de 2025 (0,8%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0,0%).
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral dos serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em janeiro de 2026, frente ao trimestre imediatamente anterior. Três das cinco atividades mostraram comportamento negativo, com destaque para os transportes (-1,3%), seguido pelos serviços prestados às famílias (-0,2%) e pelos outros serviços (-0,1%). Já as expansões ocorreram em informação e comunicação (0,8%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%).
Na comparação com janeiro de 2025, o volume dos serviços cresceu 3,3% em janeiro de 2026, vigésimo segundo resultado positivo seguido. Esse avanço foi acompanhado pelas cinco atividades de divulgação e por 48,2% dos 166 tipos de serviços investigados.
Os setores de informação e comunicação (6,5%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,0%) exerceram os principais impactos positivos, impulsionados pelo aumento da receita em consultoria em tecnologia da informação; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; edição integrada à impressão de livros; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, no primeiro ramo; e em agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; atividades de vigilância e segurança privada; operação de programas de fidelidade e cartões de desconto; atividades de limpeza; e locação de mão de obra temporária, no último.
Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%); dos outros serviços (1,9%); e dos serviços prestados às famílias (0,5%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; ferroviário de cargas; concessionárias de rodovias; e navegação interior de cargas, no primeiro ramo; de corretoras de títulos e valores mobiliários; coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial; administração de bolsas e de mercados de balcão organizados; e atividades auxiliares de seguros, de previdência complementar e de planos de saúde, no segundo; e de restaurantes, no último.
Volume de Serviços cresce em 12 das 27 unidades da federação
Regionalmente, 12 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em janeiro de 2026, frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (1,6%), seguido por Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%). Em contrapartida, Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%) exerceram as principais influências negativas do mês.
Frente a janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 das 27 unidades da federação. A contribuição positiva mais importante veio de São Paulo (6,5%), com Mato Grosso (44,8%), Distrito Federal (10,0%), Pará (6,9%) e Amazonas (5,7%) a seguir. Já as perdas mais impactantes vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%).
(Redação - Agência Enfoque)




