SERVIÇOS: Volume de serviços varia 0,3% em outubro, diz IBGE

11:43:35 - 12/12/2025 -

SÃO PAULO, 12/12/25 - Em outubro de 2025, o volume de serviços variou 0,3% frente ao mês anterior (série com ajuste sazonal), divulgou nesta sexta-feira (12/12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o nono resultado positivo seguido, período em que acumulou alta de 3,7%. Com isso, o setor está 20,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e renova, neste mês, o ápice da sua série histórica.

Na série sem ajuste sazonal, frente a outubro de 2024, o volume de serviços avançou 2,2%, a 19ª taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi de 2,8%. Em 12 meses, alta também de 2,8%, reduzindo o ritmo de expansão frente ao acumulado até setembro (3,1%).

A expansão de 0,3% no volume de serviços, na passagem de setembro para outubro de 2025 (com ajuste sazonal), foi acompanhada por todas as cinco atividades, com destaque para transportes (1,0%), que emplacaram o terceiro resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 2,4%. Os demais avanços vieram de informação e comunicação (0,3%), que reduziram o ritmo de expansão frente a setembro (1,2%); outros serviços (0,5%), que tiveram o quarto avanço seguido, com ganho acumulado de 3,4%; profissionais e administrativos (0,1%) e prestados às famílias (0,1%), ambos com ligeiros acréscimos após recuo no mês anterior.

A média móvel trimestral foi de 0,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025, na série com ajuste sazonal. Entre os setores, o comportamento positivo foi acompanhado por quatro das cinco atividades, com destaque para outros serviços (1,1%) e transportes (0,8%), seguidos por informação e comunicação (0,3%) e pelos prestados às famílias (0,2%). Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,0%) ficaram estáveis.

Na comparação com outubro de 2024, o volume de serviços cresceu 2,2%, sendo o 19º resultado positivo seguido. O avanço foi acompanhado por quatro das cinco atividades e contou com crescimento em 50,0% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de informação e comunicação (5,7%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e atividades de TV aberta.

Os demais avanços vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,3%); dos outros serviços (4,0%); e dos serviços prestados às famílias (0,3%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de rodoviário de cargas; transporte aéreo de passageiros; dutoviário; logística de transporte de cargas; e operação de aeroportos, no primeiro ramo; de seguros, previdência complementar e planos de saúde; corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; atividades de apoio à agricultura; e coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial, no segundo; e de hotéis; serviços de bufê; e produção e promoção de eventos esportivos, no último.

Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) exerceram a única influência negativa do mês, pressionados, sobretudo, pela menor receita vinda de atividades jurídicas; aluguel de máquinas e equipamentos; serviços de escritório de apoio administrativo; e organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o setor de serviços expandiu 2,8%, com resultados positivos em quatro das cinco atividades e crescimento em 55,4% dos 166 tipos de serviços. Entre os setores, a contribuição positiva mais relevante ficou com o ramo de informação e comunicação (5,5%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.

Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8%); dos profissionais, administrativos e complementares (2,2%); e dos prestados às famílias (1,1%), explicados, principalmente, pelo aumento na receita das empresas que atuam com transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; rodoviário de cargas; operação de aeroportos; dutoviário; e navegação interior de carga, no primeiro ramo; agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; consultoria em gestão empresarial; e atividades de limpeza, no segundo; e serviços de bufê; hotéis; e restaurantes, no último.

Em sentido oposto, os outros serviços (-1,1%) exerceram a única influência negativa, pressionados, em grande parte, pela menor receita vinda de atividades auxiliares dos serviços financeiros; administração de cartões de crédito; manutenção e reparação de veículos automotores; e manutenção e reparação de computadores e de equipamentos periféricos.
(Redação - Agência Enfoque)

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