Balança comercial apresenta superávit de US$ 3,49 bilhões

15:42:16 - 12/04/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 4/12/21 - O Ministério da Economia anunciou que a balança comercial registrou superávit de US$ 3,49 bilhões na segunda semana de abril, com crescimento de 88,6%, e a corrente de comércio aumentou 59,2%, alcançando US$ 13,86 bilhões. Até a 2º Semana de Abril/2021, comparado a Abril/2020, as exportações cresceram 64,3% e somaram US$ 8,67 bilhões. As importações cresceram 51,3% e totalizaram US$ 5,19 bilhões.

No acumulado Janeiro até 2º Semana de Abril/2021, em comparação a Janeiro/Abril 2020, as exportações cresceram 19,8% e somaram US$ 64,32 bilhões. As importações cresceram 14,2% e totalizaram US$ 52,93 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 11,39 bilhões , com crescimento de 55,7%, e a corrente de comércio registrou aumento de 17,2%, atingindo US$ 117,25 bilhões.

Exportações

Até a 2º Semana de Abril/2021, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 53,2% em Agropecuária, que somou US$ 2,62 bilhões; crescimento de 86,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,09 bilhões e, por fim, crescimento de 61,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,93 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado (11,7%), Soja ( 54,4%) e Algodão em bruto (124,0%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 98,7%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 21,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 85,5%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (120,9%), Celulose ( 87,0%) e Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (128,3%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (-40,9%), Mate, extrato, essência e concentrado (-8,3%) e Especiarias (-41,4%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-14,0%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-81,6%) na Indústria Extrativa ; Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-13,8%), Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, folheados ou chapeados, ou revestidos (-61,9%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-58,0%) na Indústria de
Transformação.

Importações

Até a 2º Semana de Abril/2021, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -11,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,10 bilhões; crescimento de 0,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,21 bilhões e, por fim, crescimento de 57,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,83 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (158,0%), Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (66,3%) e Lenha e carvão vegetal (336,8%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (22,3%), Minérios de cobre e seus concentrados (188,1%) e
Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 90,8%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (123,0%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (114,8%) e Partes e acessórios dos veículos automotivos (104,2%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-29,6%), Cevada, não moída (-99,4%) e Milho não moído, exceto milho doce (-53,6%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-14,3%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-13,2%) e Gás natural, liquefeito ou não (-36,0%) na Indústria Extrativa ; Artigos confeccionados, total ou principalmente de matérias têxteis (-67,8%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-22,9%) e Geradores elétricos giratórios e suas partes (-45,3%) na Indústria de Transformação.
(MR - Agência Enfoque)

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