INVESTIMENTOS: Investimento dos brasileiros cresce 6,8% em 2025

16:39:25 - 11/08/2025 -

SÃO PAULO, 8/11/25 - O volume aplicado pelos investidores pessoas físicas no Brasil chegou a R$ 7,9 trilhões no final de junho, alta de 6,8% na comparação com dezembro de 2024. As informações são da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais) e referem-se às aplicações de clientes do varejo (tanto tradicional como alta renda) e do private (segmento com clientes que têm mais de R$ 5 milhões investidos).

O varejo alta renda se destacou com avanço de 10,7% no semestre, totalizando R$ 2,86 trilhões em recursos investidos. O segmento é responsável por 36% das aplicações dos brasileiros. Com fatia de 33,5%, o varejo tradicional cresceu 4,1%, para R$ 2,66 trilhões, enquanto o private terminou junho com R$ 2,42 trilhões investidos, alta de 5,4% em relação ao fechamento de 2024. O segmento responde por 30,5% do montante investido pelas pessoas físicas.

Renda fixa mantém a preferência

Com a Selic acima dos dois dígitos durante o semestre, a renda fixa segue no topo da preferência dos investidores e responde por 58,9% de todo o volume investido no país. O crescimento foi de 8,2% na comparação com dezembro de 2024, totalizando R$ 4,68 trilhões ao fim de junho.

'O cenário de Selic em dois dígitos favorece o comportamento mais conservador do investidor. A renda fixa, que já vem em alta nos últimos semestres, deve ser o grande atrativo também na segunda metade deste ano, o que não quer dizer que a diversificação não tem importância dentro de um portfólio completo para potencializar oportunidades', diz Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da ANBIMA.&'8239;

Boa parte desses recursos foi alocada em produtos isentos de Imposto de Renda e em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). As aplicações em títulos com o benefício fiscal cresceram, em conjunto, 12,2%, para R$ 1,39 trilhão. Nesta categoria estão incluídos CRAs e CRIs (Certificados de Recebível do Agronegócio e Imobiliário, respectivamente), Debêntures Incentivadas, LCAs e LCIs (Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliário, nesta ordem), além de LIGs (Letra Imobiliária Garantida). Os CDBs atingiram a marca de R$ 1,15 trilhão, alta de 9,9% no período.

As debêntures tradicionais tiveram alta de 12,7%, totalizando R$ 93,4 bilhões. Os títulos públicos terminaram o semestre com avanço de 17,4%, para R$ 215,8 bilhões.

Entre os fundos de investimento, que registraram alta de 5,2% e finalizaram o semestre com volume de R$ 1,83 trilhão, os de renda fixa também se destacaram. A categoria avançou 8,2% nos seis primeiros meses do ano, somando R$ 855,7 bilhões. Os FIDCs (Fundos de Direito Creditório) tiveram alta de 51% e finalizaram o semestre com R$ 35,2 bilhões de recursos investidos.

O investimento em títulos de previdência privada registrou alta de 6,8% em relação ao fim de 2024 e fechou o semestre com R$ 1,45 trilhão. Por outro lado, a poupança recuou 1,5% no mesmo período, para R$ 956,9 bilhões.

Renda variável e híbridos

Os investimentos em renda variável avançaram 4,6%, para R$ 1,04 trilhão. O volume equivale a 13,1% do total investido pelas pessoas físicas.

'Embora o cenário esteja mais favorável à renda fixa, os investidores têm entendido a importância de diversificar suas aplicações e mantido parte dos seus recursos na renda variável. A rentabilidade do Ibovespa superior à de períodos anteriores também tem contribuído para esse movimento', explica Effting.

As aplicações em ações cresceram 4,2%, para R$ 767,3 bilhões, percentual similar ao dos fundos de ações, que registraram alta de 4,4% e fecharam o semestre em R$ 235,9 bilhões. Os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) terminaram junho com R$ 39,5 bilhões em recursos investidos, alta de 9,7% sobre o resultado de dezembro de 2024.

Os produtos híbridos tiveram avanço discreto, de 1,6%, finalizando o primeiro semestre com montante de R$ 758,5 bilhões - o equivalente a 9,6% do total investido pelos brasileiros. Os FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários) cresceram 9,7%, somando R$ 112,1 bilhões, ao contrário dos fundos multimercados, que recuaram 2,5%, para R$ 532,8 bilhões.

Regiões brasileiras

O volume investido pelos brasileiros avançou em todas as regiões. O ­­­­Sudeste segue na dianteira, sendo responsável por 66,5% das aplicações. Com avanço de 7,5% nos seis primeiros meses do ano, a região fechou junho com R$ 5,28 trilhões em investimentos.

Com o segundo maior volume de investimento do país, o Sul registrou alta de 3,5%, para R$ 1,36 trilhão. No Nordeste, o avanço foi de 7,9% para totalizar R$ 737,8 bilhões, enquanto os investimentos no Centro-Oeste tiveram alta de 6%, para fechar o semestre com total de R$ 420,3 bilhões. O Norte avançou 8,5%, chegando a R$ 142,5 bilhões.
(Redação - Agenda Enfoque)

Sites da Enfoque e Fausto Botelho desenvolvidos por Agilso.