SERVIÇOS: Volume de serviços varia 0,1% em maio, diz IBGE

09:28:11 - 11/07/2025 -

SÃO PAULO, 7/11/25 - Em maio de 2025, o volume de serviços no Brasil variou 0,1% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Com isso, o setor se encontra 17,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e se iguala ao ponto mais alto da série histórica (outubro de 2024). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na série sem ajuste sazonal, frente a maio de 2024, o volume de serviços avançou 3,6%, sua 14ª taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi de 2,5%, e o acumulado em 12 meses em maio de 2025 (3,0%) acelerou o ritmo de crescimento frente ao observado em abril de 2025 (2,7%).

A variação de 0,1% do volume de serviços em maio de 2025, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas, com destaque para os profissionais, administrativos e complementares (0,9%), que acumularam um ganho de 2,9% nos últimos 4 meses. Os demais avanços vieram de outros serviços (1,5%), recuperando parte da perda de 2,1% verificada entre março e abril, e de informação e comunicação (0,4%), com o segundo acréscimo seguido e ganho acumulado de 0,5%.

Em contrapartida, os transportes (-0,3%) e os serviços prestados às famílias (-0,6%) assinalaram as taxas negativas do mês, com o primeiro setor eliminando pequena parcela do ganho acumulado entre fevereiro e abril (3,1%) e o último com segundo resultado negativo consecutivo, com perda acumulada de 0,7%.

A média móvel trimestral foi de 0,3% no trimestre encerrado em maio de 2025, frente ao mês anterior. Entre os setores, ainda na série com ajuste sazonal, o comportamento positivo do setor de serviços, nesse tipo de indicador, foi acompanhado por três das cinco atividades: transportes (0,7%), profissionais, administrativos e complementares (0,5%) e serviços prestados às famílias (0,3%). Em sentido oposto, informação e comunicação (-0,2%) e os outros serviços (-0,2%) mostraram ligeiro decréscimo no mês de maio.

Ante maio de 2024, o volume de serviços avançou 3,6%, sua décima quarta taxa positiva seguida. O resultado desse mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades e contou ainda com crescimento em 56,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, os de informação e comunicação (6,2%) e o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,2%) exerceram os principais impactos positivos, impulsionados, principalmente, pelo aumento da receita em portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; e desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, no primeiro ramo; e de transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; transporte dutoviário; navegação interior de carga; e operação de aeroportos, no segundo.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (3,9%); e dos serviços prestados às famílias (2,1%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de agenciamento de espaços de publicidade; organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções; consultoria em gestão empresarial; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; e programas de fidelidade e cartões de desconto, no primeiro setor; e de hotéis; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último.

Em contrapartida, os outros serviços (-1,4%) exerceram a única influência negativa, pressionados, sobretudo, pela menor receita vinda de serviços financeiros auxiliares; administração de cartões de crédito; e corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde.

O acumulado de janeiro a maio de 2025, frente a igual período do ano anterior, foi a 2,5%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em 59,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (6,1%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; consultoria em tecnologia da informação; e telecomunicações.

Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,5%); dos profissionais, administrativos e complementares (2,2%); e dos prestados às famílias (2,2%), explicados, principalmente, pelo aumento na receita das empresas que atuam com transporte aéreo de passageiros; logística de cargas; gestão de portos e terminais; e dutoviário, no primeiro ramo; de agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; consultoria em gestão empresarial; e organização, promoção e gestão de feiras, congressos e convenções, no segundo; e restaurantes; hotéis; e serviços de bufê, no último.

Em contrapartida, os outros serviços (-2,4%) exerceram a única influência negativa, pressionados, em grande parte, pela menor receita vinda de atividades auxiliares dos serviços financeiros; administração de cartões de crédito; administração de fundos por contrato ou comissão; e manutenção e reparação de veículos automotores.
(Redação - Agenda Enfoque)

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