ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de R$ 2,722 bi na 1ª semana

16:33:27 - 11/05/2026 -

SÃO PAULO, 5/11/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 2,722 bilhões na primeira semana de maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (11/05), o valor foi alcançado com exportações de US$ 9,040 bilhões e importações de US$ 6,318 bilhões.

No acumulado do ano até a primeira semana de maio, em comparação ao mesmo período de 2025, as exportações cresceram 9,0% e somaram US$ 125,59 bilhões. As importações cresceram 3,5% e totalizaram US$ 98,09 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 27,50 bilhões , com crescimento de 34,1%, e a corrente de comércio registrou aumento de 6,5%, atingindo US$ 223,68 bilhões.

Exportações

Até a primeira semana de Maio/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 38,1% em Agropecuária, que somou US$ 2,44 bilhões; queda de -5,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,59 bilhões e, por fim, crescimento de 36,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,95 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado ( 13,5%), Soja ( 37,8%) e Algodão em bruto ( 99,9%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (63,8%), Minérios de cobre e seus concentrados (205,7%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 66,2%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (102,0%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (123,2%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (142,6%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Especiarias ( -5,4%), Tabaco em bruto (-73,1%) e Lenha e carvão vegetal (-93,2%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-20,7%), Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-18,8%) na Indústria Extrativa ; Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-41,3%), Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (-39,8%) e Veículos automóveis de passageiros (-11,6%) na Indústria de Transformação.

Importações

O desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -1,7% em Agropecuária, que somou US$ 0,12 bilhões; queda de -24,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,17 bilhões e, por fim, crescimento de 18,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 6,00 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (27,3%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 38,2%) e Soja ( 34,1%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (131,0%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (82,5%) e Gás natural, liquefeito ou não ( 86,5%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 53,1%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (78,5%) e Veículos automóveis de passageiros ( 73,3%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-21,4%), Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (-66,7%) e Outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça (-33,9%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-41,5%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-87,4%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-99,7%) na Indústria Extrativa ; Produtos laminados planos, de ligas de aço (-68,0%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-68,3%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-29,2%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)

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