FUNDOS DE INVESTIMENTOS: Indústria de fundos fica no azul em maio
SÃO PAULO, 6/8/26 - A indústria de fundos voltou ao terreno positivo em maio, com captação líquida de R$ 10,3 bilhões, após registrar saldo negativo de R$ 5 bilhões no mês anterior. O resultado foi puxado pela renda fixa, que respondeu por entradas líquidas de R$ 10,4 bilhões. No acumulado do ano, a captação líquida da indústria soma R$ 188,2 bilhões.
Dentro da categoria de renda fixa, o principal impulso veio dos fundos de duração baixa soberano, que investem integralmente em títulos públicos, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões. Na outra ponta, os fundos do tipo duração livre crédito livre, que podem manter mais de 20% da sua carteira em títulos de médio e alto risco de crédito no Brasil ou exterior, lideraram as saídas, com resgates líquidos de R$ 6 bilhões - uma desaceleração relevante em relação aos R$ 12,7 bilhões observados no mês anterior.
'A indústria de fundos continua demonstrando resiliência, mesmo em um ambiente de maior aversão a risco nos mercados local e internacional', observa Pedro Rudge, diretor da Anbima. 'Os fundos de renda fixa seguem como destaque nesse cenário, apesar da volatilidade recente nos fundos de crédito privado, que agora passam por uma acomodação dos fluxos', acrescenta.
Também contribuíram para o desempenho positivo da indústria os ETFs. Eles tiveram a segunda maior captação líquida entre as classes de fundos em maio, atrás apenas da renda fixa, com entradas de R$ 3,5 bilhões. No acumulado do ano, a captação da classe já soma R$ 25,8 bilhões - montante bastante superior ao registrado por esses fundos no mesmo período do ano passado, no total de R$ 3,8 bilhões.
Outros destaques do mês foram os FIDCs, os FIPs e os Fiagros, que registraram captação líquida positiva de, respectivamente, R$ 2,5 bilhões, R$ 2,2 bilhões e R$ 97,8 milhões. No acumulado do ano, os FIPs lideram entre essas classes, com entradas líquidas de R$ 24,4 bilhões, acima dos R$ 21,5 bilhões registrados pelos FIDCs e dos R$ 4,4 bilhões alcançados pelos Fiagros.
Já na ponta negativa, estão os fundos de ações, de previdência e multimercados. Os multimercados lideraram as saídas líquidas em maio, com resgates de R$ 6,4 bilhões - o quarto mês consecutivo de captação negativa para essa classe. Ainda assim, no acumulado do ano, o saldo permanece positivo em R$ 1,4 bilhão. Os fundos de ações, por sua vez, registraram saídas líquidas de R$ 149 milhões no mês, levando os resgates acumulados no ano a R$ 5,6 bilhões. Já os fundos de previdência tiveram betiradas de R$ 2 bilhões em maio, acumulando captação líquida negativa de R$ 4,7 bilhões em 2026.
Rentabilidades
Na renda fixa, todos os tipos de fundos tiveram resultado positivo em maio. O destaque ficou com os fundos de dívida externa, que investem no mínimo 80% do patrimônio em títulos da dívida externa da União, com rentabilidade de 1,7%.
Entre os multimercados, a liderança foi dos fundos de capital protegido, que registraram retorno de 2,3%.
Já nos fundos de ações, todos os tipos apresentaram resultado negativo. Os que menos sofreram foram os fundos de investimento no exterior, com perda de 1,5%.
(Redação - Agência Enfoque)




