ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 3,25 bi na 1ª semana

15:20:53 - 08/06/2026 -

SÃO PAULO, 6/8/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 3,25 bilhões na primeira semana de junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (08/06), o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,99 bilhões e importações de US$ 4,74 bilhões.

No acumulado do ano até a primeira semana de junho, em comparação o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 9,8% e somaram US$ 156,56 bilhões. As importações cresceram 3,4% e totalizaram US$ 120,65 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 35,91 bilhões , com crescimento de 38,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 6,9%, atingindo US$ 277,22 bilhões.

Exportações
Até a primeira semana de junho, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 36,6% em Agropecuária, que somou US$ 1,88 bilhões; crescimento de 38,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,74 bilhões e, por fim, crescimento de 37,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,33 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado ( 43,8%), Soja ( 27,9%) e Algodão em bruto (138,1%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 42,9%), Minérios de cobre e seus concentrados (296,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 8,9%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (56,9%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (115,1%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (178,6%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-46,8%), Madeira em bruto (-28,6%) e Matérias vegetais em bruto (-13,2%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-20,3%), Minérios de níquel e seus concentrados ( -99,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-98,1%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-14,2%), Gorduras e óleos vegetais, 'soft', bruto, refinado ou fracionado (-81,5%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-39,1%) na Indústria de Transformação.

Importações
O desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 8,0% em Agropecuária, que somou US$ 0,10 bilhões; crescimento de 41,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,27 bilhões e, por fim, crescimento de 0,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,36 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (33,8%), Cevada, não moída ( 99,4%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 47,2%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (527,6%), Linhita e turfa ( 17,4%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (108,3%) na Indústria Extrativa ; Tubos e perfis ocos, e acessórios para tubos, de ferro ou aço (455,8%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (99,8%) e Veículos automóveis de passageiros ( 21,2%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-12,2%), Milho não moído, exceto milho doce (-54,4%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-47,5%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-41,1%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-50,4%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-42,2%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-47,3%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-60,5%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-56,6%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)

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