CAPITAL ABERTO: Taesa registra lucro líquido de R$192,6 mi no 1T26

07:34:08 - 08/05/2026 -

SÃO PAULO, 5/8/26 - A TAESA, um dos maiores grupos concessionários de transmissão de energia elétrica do país, anunciou os resultados de seu desempenho no primeiro trimestre de 2026, dando seguimento à excelência operacional e eficiência financeira demonstrada em 2025. Os avanços registrados no início deste ano são consequência da entrada em operação parcial de novos empreendimentos, como Tangará (MA) e Saíra (RS), e da evolução de projetos de reforço e melhorias, resultantes de investimentos de R$ 312,2 milhões.

A Companhia registrou um Lucro Líquido Regulatório de R$ 192,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando um aumento de 2,3% em comparação com o primeiro trimestre de 2025. A Receita Líquida Regulatória alcançou R$ 655,5 milhões, o que representa um crescimento de 9,6% em relação aos R$ 597,9 milhões apurados no 1T25. O EBITDA Regulatório atingiu R$ 562,1 milhões, valor 10,3% maior que o obtido nos três primeiros meses de 2025.

'O desempenho positivo que apresentamos neste primeiro trimestre, na sequência dos bons resultados de 2025, refletem o compromisso de eficiência e qualidade assumidos pela Companhia perante o mercado de energia e também nossos acionistas', destaca Catia Pereira, CFO da TAESA. A executiva reforça, ainda, que na última Assembleia Geral Ordinária da companhia, realizada em abril, foi aprovado o montante de R$ 1,1 bilhão em proventos. Esse montante representa um pay out de 100% do Lucro Líquido Regulatório, cabendo aos acionistas R$ 313,1 milhões em dividendos remanescentes e adicionais, a serem pagos no dia 27 de maio.

Eficiência Operacional em Destaque

A TAESA manteve um Índice de Disponibilidade de 99,95% no 1T26, um nível superior à sua média histórica dos últimos dez anos, que foi de 99,81%. Este alto desempenho é resultado de um planejamento estratégico focado em manutenções preditivas e corretivas e investimentos direcionados, garantindo segurança e qualidade na transmissão de energia.

A Parcela Variável (PV), que reflete a indisponibilidade do sistema, registrou uma melhora de 54,8%, totalizando R$ 3,1 milhões no trimestre, equivalente a 0,42% da Receita de Transmissão. A redução da PV se deve, em grande parte, a manutenções corretivas e preventivas e à ausência de eventos de maior impacto.

Crescimento do EBITDA e Receita Líquida

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) Regulatório Consolidado de R$ 562,1 milhões no 1T26, impulsionado pela receita e pela melhora da PV, levou a Margem EBITDA consolidada para 85,8%, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação aos 85,2% apurados no 1T25.

O crescimento da Receita de Transmissão, que chegou a R$ 725,4 milhões, foi alavancado pela entrada em operação de diversos empreendimentos nos 12 meses, além do reajuste inflacionário do ciclo RAP 2025-2026. Os contratos indexados pelo IGP-M (Categoria II) tiveram reajuste de +7,03%, e os indexados pelo IPCA (Categoria III) registraram +5,32%, afetando o resultado desde o segundo semestre de 2025.

A Companhia se beneficiou da entrada em operação de novos ativos, como a energização total de Pitiguari e as entradas parciais dos projetos Tangará e Saíra (2ª fase). Contribuíram ainda para o resultado a energização de reforços nas concessões TSN, São Pedro e ATE III, adicionando Receita Anual Permitida (RAP) operacional ao portfólio.

Gestão de Custos e Investimentos em Expansão

Os Custos e Despesas Operacionais (OPEX) controlados totalizaram R$ 93,4 milhões, representando um aumento de 5,8% em relação ao 1T25, um crescimento levemente acima da inflação. Este aumento deve-se, em grande parte, ao acordo coletivo de 2025 e ao efeito no 1T26 do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2025.

O investimento (CAPEX) realizado no 1T26 atingiu R$ 312,2 milhões, um aumento de 16,6% comparado ao ano anterior, refletindo o foco da Companhia no avanço e na energização de projetos.

Eficiência Financeira e Captação Recorde

Em março de 2026, a TAESA demonstrou eficiência na gestão financeira ao concluir a 21ª Emissão de Debêntures, captando um total de R$ 800 milhões. A operação se destacou por garantir o menor spread do mercado de crédito para emissões recentes comparáveis.

Os R$ 800 milhões foram divididos em duas séries: a primeira, de R$ 400 milhões, com remuneração a CDI + 0,51% e prazo de 7 anos; e a segunda, também de R$ 400 milhões, com CDI + 0,65% e prazo de 10 anos. Os recursos foram destinados a reforço de caixa e capital de giro, solidificando a estrutura de capital da Companhia.

A Dívida Líquida/EBITDA Regulatório (proporcional) foi de 4,2 vezes, mantendo a disciplina financeira. A dívida da Companhia apresenta um perfil saudável, majoritariamente indexado ao IPCA (57%) e ao CDI (41%), com custo médio real pré-tributário de 5,75% e prazo médio de 5,4 anos.

Realizações e Projetos em Andamento

Entre as realizações do trimestre, destaca-se a energização parcial do projeto Tangará, que adicionou R$ 35,1 milhões à RAP operacional (32,5% do total do projeto), englobando a Subestação Santa Luzia III e o seccionamento da LT Açailândia-Miranda II. Foi concluída também a energização de um reforço na ATE III, com adição de R$ 6,7 milhões à RAP.

Os projetos 100% TAESA em implantação (Ananaí, Tangará e Saíra) apresentam avanços físicos significativos, com Saíra e Tangará próximos da conclusão (98,8% e 99,2% de avanço físico, respectivamente). A Companhia possui ainda 5 reforços em andamento em 4 concessões, além de 48 reforços e 25 melhorias autorizados no final de 2025, junto totalizam cerca de R$ 542 milhões de investimentos nos próximos anos, dentro da expectativa de investimentos em transmissão divulgada pela Companhia.

A TAESA manteve ainda seu compromisso com a agenda ESG, destacando-se no primeiro trimestre a publicação antecipada de seu Relatório de Sustentabilidade 2025 e a participação em eventos do setor que promovem a diversidade e a liderança feminina, como o 7º Encontro ANEFAC Mulheres na Liderança.
(Redação - Agência Enfoque)

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