INDÚSTRIA: Frente a março de 2025, indústria cresce 4,3%

09:08:13 - 07/05/2026 -

SÃO PAULO, 5/7/26 - Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 4,3% em março de 2026, com resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 25 ramos, 46 dos 80 grupos e 55,6% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que março de 2026 (22 dias) teve 3 dias úteis a mais que igual mês do ano anterior (19). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%), produtos alimentícios (5,7%), indústrias extrativas (4,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,2%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens automóveis, veículos para o transporte de mercadorias, autopeças e caminhão-trator para reboques e semirreboques, na primeira; carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, rações, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, alimentos à base de milho ou de flocos de milho pronto para consumo, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, óleo de soja refinado, sucos concentrados de frutas, biscoitos e bolachas, farinha de trigo e iogurte, na segunda; óleos brutos de petróleo e gás natural, na terceira; e óleo diesel, álcool etílico e querosenes de aviação, na quarta. Outras contribuições positivas importantes foram assinaladas pelos ramos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (9,3%), outros equipamentos de transporte (11,3%), produtos de borracha e de material plástico (3,9%), produtos diversos (13,5%), produtos químicos (1,7%), móveis (9,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,2%).

Por outro lado, ainda na comparação com março de 2025, entre as seis atividades que apontaram redução na produção, a de celulose, papel e produtos de papel (-4,5%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de pastas químicas de madeira (celulose).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (18,7%) assinalou, em março de 2026, expansão de dois dígitos e a mais acentuada entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de capital (6,5%), bens de consumo semi e não duráveis (4,6%) e bens intermediários (2,9%) também mostraram taxas positivas neste mês, com os dois primeiros avançando acima da média da indústria (4,3%) e o último registrando o crescimento mais moderado.

O setor produtor de bens de consumo duráveis, ao mostrar expansão de 18,7% em março de 2026 frente a igual mês do ano anterior, interrompeu quatro meses consecutivos de queda e marcou a taxa positiva mais elevada desde novembro de 2024 (19,2%). Neste mês, o setor foi impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de automóveis (38,9%). É necessário ressaltar também os avanços registrados por eletrodomésticos da 'linha marrom' (15,8%) e da 'linha branca' (12,7%), motocicletas (34,7%) e pelo grupamento de móveis (11,4%). Em contrapartida, o principal impacto negativo foi assinalado pelo grupamento de outros eletrodomésticos (-22,3%).

A produção de bens de capital mostrou avanço de 6,5%, na mesma comparação, interrompendo, dessa forma, nove meses consecutivos de taxas negativas. Na formação do índice deste mês, o segmento foi influenciado, principalmente, pelos avanços observados nos grupamentos de bens de capital para equipamentos de transporte (10,0%) e para fins industriais (4,6%), impulsionados, em grande parte, pela maior produção de veículos para o transporte de mercadorias, aviões e caminhão-trator para reboques e semirreboques, no primeiro; e de bens de capital seriados (4,2%) e não-seriados (8,6%), no segundo. Os demais resultados positivos foram registrados pelos grupamentos de bens de capital para construção (8,0%) e para energia elétrica (3,3%). No entanto, os subsetores de bens de capital agrícolas (-8,5%) e de uso misto (-1,7%) assinalaram os impactos negativos no índice mensal de março de 2026.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis apontou crescimento de 4,6% em março de 2026, após recuar 0,5% em fevereiro, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas positivas: janeiro de 2026 (1,0%) e dezembro de 2025 (4,8%). O desempenho positivo neste mês foi explicado, em grande parte, pelo avanço observado no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,5%), impulsionado, principalmente, pela maior produção de carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, vinhos, alimentos à base de milho ou de flocos de milho pronto para consumo, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, óleo de soja refinado, sucos concentrados de frutas, biscoitos e bolachas e iogurte. Vale destacar também os resultados positivos registrados pelos grupamentos de não duráveis (4,1%), semiduráveis (4,3%) e carburantes (3,8%). Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (-34,2%) apontou a única taxa negativa em março de 2026, pressionado pela menor produção de filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e de peixes congelados.

O setor produtor de bens intermediários, ao avançar 2,9% em março de 2026 frente a igual período do ano anterior, marcou a terceira taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde setembro de 2025 (3,4%). O resultado deste mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (4,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,4%), produtos alimentícios (5,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (6,9%), produtos de borracha e de material plástico (3,0%), produtos de metal (3,0%), produtos de minerais não metálicos (1,7%), produtos químicos (0,9%) e produtos têxteis (3,5%), enquanto as pressões negativas foram registradas por celulose, papel e produtos de papel (-6,2%), metalurgia (-0,4%) e máquinas e equipamentos (-0,5%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados negativos assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-0,7%) e de embalagens (-0,1%).
(Redação - Agência Enfoque)

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