Custo de vida sobe na região metropolitana de São Paulo

12:00:36 - 06/12/2021 - Notícias

SÃO PAULO, 12/6/21 - A inflação levou o Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subir mais de 10% em 12 meses, atingindo o maior patamar desde fevereiro de 2016. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os principais responsáveis pela alta expressiva do indicador foram os grupos de alimentação e bebidas, habitação e transportes. Neste cenário, os consumidores também sentirão o peso da inflação nas compras da ceia natalina. Em 2021, a estimativa é que gastem 9,9% a mais do que em 2020 nos alimentos e nas bebidas tradicionais das refeições dessa época, com produtos custando até 27% mais. Ainda assim, ela ficará abaixo da taxa da inflação, acima da casa dos 10% ao fim do ano.

O custo de vida na RMSP encerrou 2020 com alta de 4,44%. Com os aumentos mais significativos concentrados nos três principais grupos de despesas (alimentação e bebidas, habitação e transportes), as variações acumuladas em 12 meses subiram de maneira contínua, ultrapassando a linha dos 10%, no mês de setembro (10,27%), e chegando aos 10,6%, em outubro. Isto é, o acumulado visto no início do ano mais que dobrou.

A alta dos preços foi percebida de maneira diferente por cada classe social. Evidentemente, as famílias que ganham menos sofrem mais com a inflação. Enquanto o CVCS para a Classe A cresceu 9,13% em 12 meses, na E, aumentou 12,82%. Neste sentido, no entanto, os transportes são os que se destacam. Para a classe mais alta, a variação acumulada foi de 16,43%; já para a E, o aumento registrado foi de 28,13% (mais de dez pontos porcentuais de diferença).

O que mais pesou no bolso
Após começar 2021 com alta acumulada, em 12 meses, de 2,38%, o grupo de transportes chegou ao início do último trimestre com variação de 20,76%, a maior para o período de um ano a série histórica do CVCS. O avanço da gasolina no ano foi de 38,13%, e do óleo diesel, de 39,96%. O etanol, por sua vez, subiu 70,55%. Quando analisamos os serviços, o item que mais obteve aumento no ano foi a passagem aérea, com alta de 53,56% em 12 meses. Só em outubro, a elevação foi de 36,84%.

Habitação iniciou 2021 com alta acumulada de 3,36% e registrava, em outubro, variação de 14,09%. No comércio, o destaque ficou por conta da alta acumulada de 39,19% do botijão de gás. Nos serviços, o aumento mais importante é o da energia elétrica residencial, com alta de 35,74% nos últimos 12 meses. O grupo de produtos e serviços de artigos do lar também registrou elevação em 2021, próximo a 10%. A variação acumulada, em outubro, de 9,48% ajudou a pressionar o custo de vida na região - mobiliário, com alta acumulada de 15,49% e utensílios de metal, com variação de 21,98%, alavancaram o resultado.

Ceia de Natal mais cara
Em 2021, o aumento de preços está ocorrendo nos mais diversos grupos de consumo das famílias. Dentre os produtos da ceia de Natal, o alimento que registrou o maior aumento nos últimos 12 meses foi o frango inteiro, com variação de 26,8%. Além dele, o tomate, com alta de 22,7%, também está acima dos 20%.

Com as aves mais caras, os ovos também subiram. O aumento foi, em média, de 16,12% em 12 meses. A elevação dos custos impacta ainda, os bovinos, com alta de 15,02% nos valores das carnes. Já os peixes subiram 6,48%, embora, em termos reais, tenha ficado abaixo da inflação geral. A batata-inglesa (10,35%) e o azeite de oliva (11,82%) também são destaques entre as maiores variações. Já na parte de bebidas, as cervejas estão 9,79% mais caras.

Por outro lado, dois alimentos importantes estão com redução nos preços: arroz e cebola, com retração de 7,35% e 11,09%, respectivamente. Além deles, o morango aponta recuo médio de 18,42%, e o abacate, redução de 20,36%. Já dentre as bebidas, os refrigerantes e a água mineral apresentam aumento mais modesto (5,49%). Outras bebidas alcoólicas vendidas nos supermercados também estão com variação baixa (0,96%).

Mesmo com o orçamento limitado, é possível encontrar produtos com variação abaixo da inflação geral, o que relativamente se torna mais barato do que há um ano, caso ocorra uma recomposição da renda de acordo com os preços médios gerais.
(MR - Agência Enfoque)

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