INDÚSTRIA: Produção industrial cresce 1,0% no acumulado do ano
SÃO PAULO, 11/4/25 - No índice acumulado para janeiro-setembro de 2025, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 1,0%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 43 dos 80 grupos e 51,8% dos 789 produtos pesquisados, divulgou nesta terça-feira (04) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (4,1%), máquinas e equipamentos (6,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,0%) e produtos químicos (2,4%), impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de manganês e de cobre e seus concentrados, na primeira; aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo 'split system'), aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, tratores agrícolas, ferramentas hidráulicas de motor não elétrico de uso manual, máquinas para limpeza e seleção de grãos, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola e de pecuária, lingoteiras para fundição, carregadoras-transportadoras, máquinas para colheita e máquinas para perfuração e sondagem usadas na prospecção de petróleo, na segunda; automóveis, autopeças e veículos para o transporte de mercadoria, na terceira; e fungicidas e inseticidas (ambos para uso na agricultura) e herbicidas para plantas, na quarta. Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de produtos têxteis (10,8%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,3%) e de metalurgia (2,7%).
Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-setembro de 2024, entre as oito atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de álcool etílico.
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os nove meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (4,8%) e de bens intermediários (2,3%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de automóveis (5,6%), no primeiro; e de óleos brutos de petróleo, no segundo. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao recuar 2,6%, registrou o recuo mais elevado no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pela redução verificada na produção de álcool etílico. O setor produtor de bens de capital (-0,2%) também assinalou taxa negativa no índice acumulado do período janeiro-setembro de 2025.
(Redação - Agência Enfoque)




