INDÚSTRIA: Bens intermediários e de consumo duráveis sobem em setembro

09:15:20 - 04/11/2025 -

SÃO PAULO, 11/4/25 - Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor produtor de bens intermediários mostrou expansão de 3,4% em setembro de 2025 frente a igual período do ano anterior, sétima taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação e a mais elevada desde maio de 2025 (5,3%). O resultado desse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (5,2%), de produtos alimentícios (7,0%), de produtos têxteis (15,4%), de celulose, papel e produtos de papel (5,4%), de produtos de borracha e de material plástico (3,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,3%) e de produtos químicos (1,1%), enquanto as pressões negativas foram registradas por produtos de metal (-6,5%), produtos de minerais não metálicos (-0,6%), máquinas e equipamentos (-0,5%) e metalurgia (-0,1%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-1,4%), que apontou a quarta taxa negativa consecutiva, mas a menos intensa dessa sequência; e de embalagens (0,6%), que interrompeu dois meses seguidos de queda na produção nesse tipo de comparação.

A produção bens de consumo duráveis, ao crescer 3,3% em setembro de 2025 frente a igual período do ano anterior, interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas: agosto (-3,8%) e julho de 2025 (-2,9%). Nesse mês, o setor foi impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de automóveis (4,4%) e de eletrodomésticos da 'linha marrom' (10,6%). Vale destacar também os avanços registrados por motocicletas (16,0%) e pelo grupamento de outros eletrodomésticos (11,1%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi assinalado por eletrodomésticos da 'linha branca' (-6,2%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de capital, ao recuar 1,7% em setembro de 2025, assinalou a quarta taxa negativa consecutiva. Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado, principalmente, pelo recuo observado no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (-9,0%), pressionado, em grande parte, pela menor produção de ônibus, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e reboques e semirreboques. Vale destacar que o grupamento de bens de capital de uso misto (-8,3%) também mostrou resultado negativo nesse mês. Por outro lado, os subsetores de bens de capital agrícolas (13,6%), para fins industriais (3,5%), para energia elétrica (5,4%) e para construção (0,6%) assinalaram os impactos positivos no índice mensal de setembro de 2025.

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis recuou 0,8% em setembro de 2025 frente a igual período do ano anterior, sexta taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação, mas a menos elevada dessa sequência. O desempenho negativo nesse mês foi explicado, principalmente, pelo recuo observado no grupamento de carburantes (-17,8%), pressionado pela menor produção de álcool etílico e gasolina automotiva. Por outro lado, os principais impactos positivos foram assinalados pelos subsetores de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,0%) e de não duráveis (5,1%), impulsionados, em grande parte, pela maior produção de sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos, pães e queijos, no primeiro; e de medicamentos, no segundo. Vale citar também os resultados positivos registrados pelos grupamentos de semiduráveis (2,1%) e de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (0,5%), influenciados, em grande medida, pelos avanços na produção dos itens bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes (de malha ou não), camisetas, calçados para esportes de couro, lâmpadas, vestidos (de malha ou não), calças compridas, discos de vídeos (DVD), lustres e luminárias, artigos do vestuário para uso adulto e calçados de couro, no primeiro; e filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados, no segundo.
(Redação - Agência Enfoque)

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