INDÚSTRIA: Produção industrial acumula 1,1% no ano

09:44:03 - 03/09/2025 -

SÃO PAULO, 9/3/25 - Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 1,1%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 25 ramos, 46 dos 80 grupos e 53,5% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (3,7%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%), máquinas e equipamentos (7,9%) e produtos químicos (3,5%), impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de manganês e de cobre e seus concentrados, gás natural e minérios de ferro, na primeira; automóveis, autopeças, veículos para o transporte de mercadoria e caminhões, na segunda; aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo 'split system'), aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, tratores agrícolas, ferramentas hidráulicas de uso manual, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, lingoteiras para fundição, máquinas para colheita e máquinas para limpeza e seleção de grãos, na terceira; e fungicidas e inseticidas (ambos para uso na agricultura), herbicidas para plantas e fertilizantes químicos das fórmulas NPK, na quarta. Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de metalurgia (3,8%), de produtos têxteis (11,2%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,6%).

Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-julho de 2024, entre as nove atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,8%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria, pressionada, principalmente, pela menor produção de álcool etílico. Vale destacar também os impactos negativos registrados pelos setores de impressão e reprodução de gravações (-12,6%), de bebidas (-2,6%) e de produtos alimentícios (-0,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os sete primeiros meses de 2025 mostrou maior dinamismo para o segmento de bens de consumo duráveis (6,4%), impulsionado, em grande medida, pela maior produção de automóveis (7,4%) e de eletrodomésticos da 'linha marrom' (5,3%). Os setores produtores de bens intermediários (2,2%) e de bens de capital (0,9%) também assinalaram taxas positivas no índice acumulado do período janeiro-julho de 2025, com o primeiro apontando avanço mais elevado do que o verificado na média da indústria (1,1%); e o segundo marcando o crescimento menos acentuado. Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao recuar 2,6%, registrou a única taxa negativa no índice acumulado no ano.
(Redação - Agenda Enfoque)

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