INDÚSTRIA: Indústria fecha 2025 com crescimento de 0,6%, diz IBGE
SÃO PAULO, 2/3/26 - No índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 0,6%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 25 ramos, 42 dos 80 grupos e 49,6% dos 789 produtos pesquisados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as atividades, as principais influências positivas no total da indústria foram registradas por indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Outras contribuições positivas relevantes foram assinaladas pelos ramos de máquinas e equipamentos (5,0%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (9,6%), metalurgia (1,6%), produtos têxteis (5,6%), produtos químicos (1,0%), produtos de borracha e de material plástico (1,5%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,3%).
Por outro lado, ainda na comparação com janeiro-dezembro de 2024, entre as dez atividades que apontaram redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria. Vale citar também os impactos negativos registrados pelos setores de bebidas (-2,6%), produtos de metal (-2,2%), produtos de madeira (-6,0%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,1%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os doze meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,5%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de automóveis (3,3%) e motocicletas (12,2%), no primeiro; e de óleos brutos de petróleo e gás natural, no segundo.
Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens de capital (-1,5%) assinalaram as taxas negativas, pressionados, principalmente, pela redução na produção de álcool etílico, no primeiro; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-5,5%), no segundo.
(Redação - Agência Enfoque)




