INDÚSTRIA: Bens de consumo semi e não duráveis e de capital recuam

09:27:08 - 01/08/2025 -

SÃO PAULO, 8/1/25 - Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os bens de consumo semi e não duráveis (-8,8%) e bens de capital (-1,2%) assinalaram, em junho de 2025, ante o mesmo período de 2024, taxas negativas entre as grandes categorias econômicas. Já bens intermediários (1,7%) e bens de consumo duráveis (0,2%) apontaram os resultados positivos em junho de 2025.

Bens de consumo semi e não duráveis, ao recuar 8,8% em junho de 2025 frente a igual período do ano anterior, acumulou a terceira taxa negativa consecutiva e a mais elevada desde janeiro de 2022 (-10,6%). O desempenho negativo nesse mês foi explicado, principalmente, pelo recuo no grupamento de carburantes (-27,6%), pressionado, em grande parte, pela menor produção de álcool etílico. Vale ressaltar também os resultados negativos dos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-3,2%), de não duráveis (-4,3%) e de semiduráveis (-2,1%), influenciados, em grande medida, pelos recuos na produção dos itens sucos concentrados de laranja, cervejas e chope, biscoitos e bolachas, refrigerantes, café torrado e moído, arroz e carnes e miudezas de aves congeladas, no primeiro; medicamentos, no segundo; e telefones celulares, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino (de malha ou não), artefatos de alumínio para uso doméstico, calçados masculinos de couro, calçados para esportes de material sintético, colchões e cortinas e seus acessórios, no terceiro. O único impacto positivo veio pelo subsetor de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (30,0%), impulsionado, em grande medida, pela maior produção de filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e de peixe congelados.

A produção de bens de capital, ao recuar 1,2% em junho de 2025 frente a igual período do ano anterior, volta a mostrar resultado negativo após crescer em maio de 2025 (1,4%), quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas: abril (-3,8%) e março (-1,1%) de 2025. O setor foi influenciado pelos recuos dos grupamentos de bens de capital de uso misto (-6,4%), para fins industriais (-0,8%), para equipamentos de transporte (-0,6%) e para construção (-1,2%). Por outro lado, os subsetores de bens de capital agrícolas (2,4%) e para energia elétrica (1,6%) assinalaram os impactos positivos em junho de 2025.

O setor de bens intermediários, ao crescer 1,7% em junho de 2025 frente a igual período do ano anterior, assinalou a quarta taxa positiva consecutiva, mas a menos acentuada dessa sequência. O índice desse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (3,8%), de metalurgia (4,0%), de produtos têxteis (13,8%), de produtos químicos (3,2%), de produtos de borracha e de material plástico (5,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,3%), de máquinas e equipamentos (1,6%) e de produtos de metal (0,3%), enquanto as pressões negativas foram registradas por produtos alimentícios (-5,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,2%), celulose, papel e produtos de papel (-2,0%) e produtos de minerais não metálicos (-1,0%). Vale citar também os resultados negativos dos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-1,6%), que voltou a recuar após registrar crescimento em maio (1,8%) e queda em abril (-1,4%) de 2025; e de embalagens (-0,4%), que marcou a terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos elevada dessa sequência.

Bens de consumo duráveis variou 0,2% em junho de 2025 frente a igual período do ano anterior e marcou a décima terceira taxa positiva consecutiva, mas a menos intensa dessa sequência. O setor foi impulsionado pela maior fabricação de motocicletas (45,8%) e de eletrodomésticos da 'linha marrom' (0,7%). Já os principais impactos negativos vieram de eletrodomésticos da 'linha branca' (-16,4%) e automóveis (-2,1%). Vale destacar também os recuos registrados pelos grupamentos de outros eletrodomésticos (-5,9%) e de móveis (-0,9%).
(Redação - Agenda Enfoque)

Sites da Enfoque e Fausto Botelho desenvolvidos por Agilso.